domingo, 29 de maio de 2011
Cena - Pulp Fiction
sábado, 28 de maio de 2011
Se Beber, Não Case! Parte 2
Se Beber, Não Case! é um filme divertido, com personagens bacanas e situações hilárias. Com seu grande e inesperado sucesso, era óbvio que uma sequência seria feita. Se Beber, Não Case! Parte 2 ultrapassa qualquer limite e consegue ser ainda mais viajante, mas não de um jeito tão divertido como no primeiro filme.
Dessa vez, Phil, Alan, Stu e Doug vão até a Tailândia para o casamento de Stu e sua noiva, Lauren. Depois de uma noite de bebedeira (é claro!), o grupo acorda em um hotel de Bangcoc sem lembrar de nada do que aconteceu e, para piorar, Teddy, o irmão da noiva, desapareceu. Eles seguem todas as pistas possíveis para tentar encontrar o garoto, enquanto que Doug, o noivo do primeiro filme, os ajuda via celular, já que ele saiu mais cedo da noitada.
Se Beber, Não Case! Parte 2 é muito parecido com o primeiro filme. Começa com Phil ligando para Tracy, a esposa de Doug, admitindo que o grupo estragou tudo o que estava planejado. Essa semelhança pode ser considerada como um furo no roteiro. Por que Phil liga para Tracy e não para Lauren? A resposta pode ser essa: para fazer um filme mais próximo do antecessor. As outras semelhanças vão desde um substituto para o bebê até reviravoltas quase idênticas.
Em certos momentos, a direção de Todd Phillips acaba sendo exagerada e sem graça. O diretor não investe só nas reações dos personagens, mas também nos motivos pelos quais essas reações acontecem. Exemplo disso é quando Stu descobre algo que fez na noite de loucuras. A reação dele já é engraçada, mas ao mostrar muito mais do que deveria, Phillips acaba tirando a graça da cena. O flashback que mostra os personagens como crianças também é algo desnecessário. Phillips acerta nas sequências de ação, que são muito boas e divertidas (a perseguição de carro é hilária).
Ainda que seja parecido com o do primeiro filme, o roteiro escrito pelo próprio diretor, em parceria com Scot Armstrong e Craig Mazin, é bem sucedido em deixar os personagens completamente desesperados. Tendo noção de que podem ter feito a mesma coisa que fizeram em Las Vegas, eles vão para os lugares mais óbvios para tentar encontrar Teddy, e quando não o encontram ficam sem saber o que fazer.
Bradley Cooper continua sendo o líder do “bando de lobos” e tem algumas das melhores piadas do filme. Ed Helms faz rir sempre que se entrega aos exageros gritando pelas ruas, algo que acontece pouco. Zach Galifianakis não consegue divertir tanto quanto conseguiu no primeiro Se Beber, Não Case! e em Um Parto de Viagem. Isso porque o roteiro transforma Alan em um personagem irritante em certos momentos. E o Mr. Chow de Ken Jeong ganha mais espaço, mas acaba sendo desperdiçado.
Se Beber, Não Case! Parte 2 rende algumas boas risadas, mas nada que supere o primeiro filme.
Cotação:
domingo, 22 de maio de 2011
Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas
Três é o suficiente. Isso foi o que conclui ao final de Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas. Durante os três primeiros filmes da franquia, fomos apresentados a personagens interessantes, batalhas impressionantes e belos duelos de espada. Todos esses elementos eram envolvidos em grandes histórias muito bem contadas. Dito isso, esta quarta parte é decepcionante, pecando em quase todos os elementos citados.
Em Piratas do Caribe 4, Jack Sparrow está em busca da Fonte da Juventude, jornada que começou no final do terceiro filme. No caminho, ele encontra velhos conhecidos com o mesmo objetivo, entre eles estão Angelica (Penélope Cruz), seu amor do passado, e o perigoso Barba Negra (Ian McShane).
Os erros de Piratas do Caribe 4 começam pela mudança na cadeira de direção: saiu Gore Verbinski, entrou Rob Marshall (responsável pelos musicais Chicago e Nine). A falta de experiência de Marshall em filmes de aventura fica evidente desde o início. As cenas de ação são fracas, quase todas mostrando Jack fazendo a maior bagunça, algo não muito comum do personagem. Nenhuma delas se compara a uma luta no meio de um tufão ou a um duelo de espadas em uma roda gigante, mostrando que o diretor não tem uma imaginação como a de Verbinski. Marshall acerta apenas em uma cena, quando as cordas do barco de Barba Negra atacam a tripulação.
O roteiro de Ted Elliot e Terry Rossio, sugerido pelo livro “On Stranger Tides”, de Tim Powers, também não é bom. Os roteiristas pouco se preocupam em desenvolver os novos personagens e ainda falham nas gags (responsáveis por grande parte do divertimento da franquia), sendo poucos os momentos engraçados no filme. Elliot e Rossio ainda investem em um romance chato entre a sereia Syrena e o religioso Philip, enfraquecendo muito a narrativa.
O filme tem seus bons momentos. Além do ataque das cordas, as cenas em que Jack e Barbossa se encontram são divertidas, mas não por causa do roteiro, e sim pela já conhecida rivalidade que existe entre os dois e que foi estabelecida ao longo da trilogia. É uma pena que eles se encontrem tão pouco ao longo do filme.
A trilha sonora do sempre ótimo Hans Zimmer também se destaca, ganhando belos toques de flamenco. Mas Rob Marshall parece não saber como usá-la. O diretor a coloca durante todo o filme e em certos momentos ela nem combina com a cena que é mostrada. Por exemplo, a fuga de Jack no palácio logo no início do filme. É uma fuga atrapalhada com a trilha principal tocando a todo vapor, e não em um tom cômico como poderia ser.
domingo, 15 de maio de 2011
Padre
Nos últimos anos, com o sucesso da “saga” Crepúsculo, Hollywood voltou a investir pesado nos vampiros. Infelizmente não tem conseguido muito êxito, com a maioria dos filmes sendo de baixa qualidade. E Padre é mais um tropeço para a coleção.
Baseado na graphic novel de Min-Woo Hyung, Padre mostra um mundo pós-apocalíptico no qual os humanos estão em constante guerra com os vampiros. As pessoas se refugiam em uma cidade isolada, bem protegida e controlada pela Igreja. Os Padres eram guerreiros que lutaram contra os vampiros, mas agora vivem escondidos. Nisso, um Padre (Paul Bettany) desobedece as ordens da Igreja para ir atrás de sua sobrinha (Lily Collins) que foi sequestrada pelas criaturas da noite.
O roteiro escrito pelo estreante Cory Goodman é fraco, tendo até mesmo alguns momentos ridículos, como uma conversa entre a Sacerdotisa (Maggie Q) e o xerife Hicks (Cam Gigandet) sobre sexo. As revelações e reviravoltas que ocorrem não têm impacto algum na trama. Para completar, o roteirista ainda tenta forçar um romance bobo entre o Padre e a Sacerdotisa, algo completamente desnecessário.
domingo, 8 de maio de 2011
Velozes e Furiosos 5: Operação Rio
Esqueçam os carros tunados e as corridas eletrizantes. Os elementos que deixaram a franquia Velozes e Furiosos famosa ficaram em segundo plano neste Velozes e Furiosos 5: Operação Rio. Isso pode parecer um bom sinal de que o filme se concentrará muito mais nos seus personagens, mas o que se vê é uma trama pouco criativa e que quase não parece ser um filme de Velozes e Furiosos.
Refugiados no Rio de Janeiro, Dominic Toretto (Vin Diesel) e sua turma se envolvem em um plano para tirar todo o dinheiro de Reyes (Joaquim de Almeida), um chefão do tráfico de drogas na cidade. Dom, com o auxílio de sua irmã Mia (Jordana Brewster) e do agora ex-policial Brian O’Conner (Paul Walker), reúne um grupo para ajudar no serviço. Enquanto isso, o agente Hobbs (Dwayne Johnson) vem para o Brasil para caçar e prender Toretto e seus cúmplices.
Velozes e Furiosos 5 começa exatamente onde a quarta parte da franquia terminou: Brian e Mia estavam prestes a ajudar Dominic a fugir da prisão. É claro que o plano dá certo, mas é impressionante o fato de Dom ter sido o único preso a fugir e nenhuma pessoa naquele ônibus morreu na “operação”, já que o acidente causado é bem grave.
O grupo reunido por Dom e Brian resgata personagens que apareceram no início da franquia, como Tej e Roman Pierce (Ludacris e Tyrese Gibson, respectivamente) de +Velozes +Furiosos, além de contar com figuras dos filmes recentes, como Han (Sung Kang) e Gisele (Gal Gadot). Isso acaba sendo legal porque todos são personagens interessantes. Além deles, Velozes e Furiosos 5 conta com o retorno de Vince (Matt Schulze), o amigo de Dom no primeiro filme. Mas o personagem é mergulhado no velho clichê do “amigo traíra” logo no início da história.
O roteiro de Chris Morgan não é muito inventivo, pois a trama é a mistura de dois ótimos filmes: Onze Homens e Um Segredo e Uma Saída de Mestre. Essa mistura impede que o filme seja uma chatice. Ver os personagens orquestrando todo o serviço é algo interessante de se ver. Mas o roteiro se concentra demais nessa parte, e por isso temos poucas cenas de ação. O humor tem alguns bons momentos, sendo a maioria deles protagonizada por Tej. O roteirista também consegue administrar bem o grande número de personagens, dando um bom espaço para cada um deles.
Velozes e Furiosos 5 peca em detalhes mais simples. Chega a ser engraçado ver os capangas de Reyes em ação. Não que eles sejam atrapalhados ou cômicos (na verdade, eles ameaçam muito mais do que o vilão principal), mas porque são claramente dublados por brasileiros. Em certo momento, um deles diz “Desgraçado”, mas a boca está dizendo algo completamente diferente: “Hijo de la p....”. Sim, pode-se perceber que o cara na verdade fala espanhol, tornando incrível o fato de o diretor Justin Lin falhar em detalhes como esse. Lin, assim como os outros dois diretores que passaram pela franquia (Rob Cohen e John Singleton), ainda tem a mania de fazer cortes durante as cenas de corrida para que os personagens possam falar alguma abobrinha do tipo: “Ah não, você não vai me passar hoje!”.
Vin Diesel tem uma atuação mediana interpretando o principal personagem de sua carreira. Na maioria das vezes que está em cena, Diesel aparece com os olhos meio fechados e uma fala mansa, dando a impressão de que Dom está sempre cansado. Seus melhores momentos são nas cenas de ação, quando ele parece acordar. Enquanto isso, Paul Walker e Jordana Brewster se mostram mais confortáveis em seus papéis. Já o acréscimo de Dwayne Johnson funciona apenas quando Hobbs bate de frente com Dom, já que o personagem não faz nada além de perseguir e lutar com o protagonista. E o português Joaquim de Almeida não tem muito o que fazer com um vilão desinteressante e que nunca demonstra ser uma ameaça.
Velozes e Furiosos 5 é mais uma prova de que uma história não consegue ser mais inventiva depois de um certo número de capítulos. E infelizmente, este texto vai contar com uma observação logo abaixo.
Obs.: Há uma cena durante os créditos finais. Será que os produtores não sabem o momento de parar?
Cotação:
sábado, 30 de abril de 2011
Thor
(Antes de mais nada, quero dar um pequeno recado. Quem segue o Brazilian Movie Guy sabe que sou fã confesso dos quadrinhos da Marvel Comics. Sendo assim, devo dizer que encarei Thor como um desafio. Conseguiria eu ser justo com o filme? Pela primeira vez me esforcei ao máximo para que meu fanatismo não atrapalhasse o meu julgamento).
Quando Homem de Ferro foi lançado em 2008, o quebra-cabeça dos Vingadores começou a ser montado. De lá para cá tivemos o ótimo O Incrível Hulk e a sequência Homem de Ferro 2. Todos eles encaminhando os personagens para a grande reunião. Thor é mais uma peça acrescentada. E muito bem acrescentada.
Thor (Chris Hemsworth) é filho de Odin (Anthony Hopkins) e Deus do Trovão do reino de Asgard. Depois de desobedecer as ordens de seu pai e entrar em guerra contra os Gigantes de Gelo, povo com quem Odin conseguiu uma trégua, Thor é banido do reino e enviado para a Terra para aprender a ser uma pessoa mais humilde. Com isso, surge a oportunidade perfeita para seu invejoso irmão Loki (Tom Hiddleston) tentar tomar o trono de Asgard.
A forma dada ao início de Thor não é muito original, sendo muito parecida com a de Homem de Ferro. O filme começa no presente, onde somos apresentados a cientista Jane Foster (Natalie Portman) e sua equipe, que encontram Thor no Novo México. Logo depois temos um flashback explicando como o herói foi parar naquele local.
Kenneth Branagh (responsável por filmes como Henrique V, Hamlet e Frankenstein de Mary Shelley) tem uma direção muito segura e cuida muito bem das relações familiares. Por exemplo, no momento em que o protagonista está sendo banido de Asgard (uma das melhores cenas do filme), Branagh faz um plano de conjunto que coloca Loki entre Thor e Odin, mostrando a “imparcialidade” na qual ele se encontra. O diretor também deixa muito claro desde o início, através de ângulos altos e ângulos baixos, a inferioridade e a superioridade de certos personagens do reino de Asgard. Mas Branagh surpreende ao conseguir fazer grandes cenas de batalha, como quando Thor luta contra os Gigantes de Gelo. Ele ainda mostra ter noção de que certos elementos dos quadrinhos não ficariam bem no filme, como os longos cabelos loiros de Thor que foram acertadamente encurtados.
O roteiro escrito por Ashley Miller, Zack Stentz (roteiristas do fraco O Agente Teen) e Don Payne (de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado) desenvolve muito bem os personagens e não esquece de certos detalhes dos quadrinhos, como o nome falso (Donald Blake) que Thor recebe ao chegar na Terra. Investe sutilmente no humor (principalmente usando Darcy, personagem de Kat Dennings), que funciona apesar de falhar de vez em quando. O romance entre Jane e Thor não surge forçadamente, e sim de maneira bem orgânica. O que deixa a desejar são os diálogos que acontecem antes das principais lutas do filme, que dão a impressão de que tais cenas estão acontecendo apenas para que os personagens mostrem quem é mais homem, o que não faz muito sentido pois já sabemos que eles são poderosos. A batalha contra os Gigantes de Gelo, por exemplo, só acontece porque Thor é chamado de “princesinha” pelo rei Laufey (um irreconhecível Colm Feore).
Nos aspectos técnicos, Thor é simplesmente impecável como quase todas as produções baseadas em quadrinhos. A direção de arte dá um show com relação à Asgard, que é maravilhosamente bem concebida. A fotografia de Haris Zambarloukos é muito calorosa, deixando o filme brilhante o tempo todo. Os efeitos especiais são espetaculares. E a trilha sonora de Patrick Doyle faz com que o filme tenha um aspecto de épico, o que não deixa de ser já que se trata de Deuses da Mitologia Nórdica.
Chris Hemsworth surpreende e mostra ser uma ótima escolha para o papel de Thor. Inicialmente, o Deus de Trovão é arrogante, brincalhão e imaturo. “Um garoto que quer provar ser homem”, como diz o rei Laufey em certo momento. Mas quando Thor começa a aprender valores importantes enquanto está na Terra, Hemsworth consegue fazer essa mudança de caráter muito bem. Ele tem uma atuação muito contida e traz carisma para o personagem.
Natalie Portman (que depois de ter feito Cisne Negro parece estar só querendo se divertir um pouco) mostra desde o início que Jane Foster é uma apaixonada por ciência. Não é à toa que, quando encontra Thor, ela fica empolgada em saber tudo sobre o que pesquisa há anos. Tal empolgação é muito bem representada pela atriz, que não exagera na composição da personagem.

Quanto a Anthony Hopkins só há uma coisa a dizer: como é bom vê-lo atuando novamente. Depois de filmes como Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos e O Lobisomem, produções nas quais ele apareceu claramente no piloto automático, Hopkins traz um ar de liderança e seriedade para Odin, algo que só um ator como ele poderia trazer. Fechando o elenco principal, Tom Hiddleston faz de Loki um ótimo antagonista. O ator mostra perfeitamente a inveja que Loki sente do irmão, tratando este como rival quase que imediatamente.
Thor é um filme muito bem feito e ainda conta com a participação especial de um ator que vem se destacando muito nos últimos anos (tendo sido indicado aos dois últimos Oscar), mostrando que Os Vingadores está sendo cuidadosamente preparado. Agora, vejamos se o quebra-cabeça vai ser bem finalizado em Capitão América: O Primeiro Vingador.
Obs.: Há uma cena importante depois dos créditos finais.
Cotação:
Cine Esquema Novo 2011
Nesta última semana estive presente no Cine Esquema Novo, festival que ocorre em Porto Alegre desde 2003 e reúne produções de todo o Brasil e dos mais variados tipos. Consegui assistir a três filmes da mostra competitiva de longas e compareci no segundo dia da Oficina de Crítica. Vários filmes em competição no festival são experimentais, ou seja, diferentes do cinema comercial com o qual estamos acostumados.
A Oficina de Crítica foi uma boa oportunidade para aprender um pouco mais sobre crítica cinematográfica e também discutir sobre cinema. Uma das discussões, por exemplo, foi sobre o cinema de Quentin Tarantino, um dos meus ídolos. Foi interessante ver as diferentes visões que as pessoas têm dos filmes deste grande cineasta. Mas a Oficina envolveu também um belo debate sobre a situação do mercado cinematográfico.
Abaixo os filmes que assisti no festival (todas as sessões foram seguidas por debates interessantíssimos com os diretores):
1 - Álbum de Família, de Wallace Nogueira:
Documentário tocante que segue o diretor em uma viagem que com seu pai em busca de um álbum de fotos da família. É um projeto corajoso de Wallace Nogueira, já que ele e seu pai têm alguns problemas pendentes. E são poucas as pessoas que revisitam o passado para tentar resolver estes problemas. Álbum de Família acaba por ser uma bela oportunidade de redenção para o pai do diretor.
2 – Batista Virou Máquina, de Carlos Dowling:
Originalmente, Batista Virou Máquina era apenas uma trilha visual para um álbum da banda Burro Morto. Mas seu diretor viu um potencial narrativo no projeto e o transformou em uma obra de ficção. A primeira metade é interessantíssima e a leitura que fiz do filme nesse momento, apesar de diferente da que Dowling propôs, era a de que o filme faz uma crítica à sociedade que cada vez mais se deixar dominar pela tecnologia. Se não fosse pelo fraco curta-metragem que Dowling coloca a partir da segunda metade do filme (que não tem nada a ver com o que foi mostrado até então e ainda conta com um plano sequência entediante), Baptista Virou Máquina poderia ser um filme genial.
Mas não é um projeto finalizado. Para se ter uma ideia, a versão que assisti do filme foi diferente daquela que foi mostrada no dia anterior do Cine Esquema Novo. Ou seja, Baptista Virou Máquina ainda tem chances de explorar todo o seu potencial.
3 – Desassossego (Filme das Maravilhas), de Felipe Bragança e Marina Meliande:
Desassossego é um projeto muito interessante. Os diretores enviaram uma carta para várias partes do Brasil. Ela foi respondida por 14 cineastas através de fragmentos que eles filmaram. Alguns fragmentos se destacam um pouco mais e chamam muito a atenção pela criatividade em termos de montagem e cenários.
Marina Meliande disse no debate que ainda está recebendo respostas para a carta. Isso pode fazer com que Desassossego se torne um filme muito maior e muito mais sensível do que já é.
O Cine Esquema Novo foi uma experiência muito interessante e que nunca vou esquecer por se tratar do primeiro festival que visito. Mal posso esperar pelo próximo.
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