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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Roger Ebert (1942-2013)

Hoje é um dia muito triste para o Cinema. O crítico americano Roger Ebert faleceu aos 70 anos devido um câncer. A notícia chega como um choque, já que há dois dias o próprio Ebert havia falado em seu blog sobre o retorno da doença que o deixou bastante debilitado há alguns anos, e que ele continuaria escrevendo críticas e outras publicações ao mesmo tempo em que iria mais uma vez lutar para se ver curado.
Conhecido por seus “thumbs up” e “thumbs down” (polegares para cima e para baixo, que marcavam suas críticas), Roger Ebert foi crítico de cinema do jornal Chicago Sun-Times desde 1967 e ganhou o prêmio Pulitzer em 1975 (foi o primeiro crítico de cinema a conseguir tal feito). Ebert sempre foi um escritor admirável. Sua opinião sobre os filmes era algo bacana de se acompanhar mesmo quando discordássemos de seus argumentos.
Particularmente, depois de escrever minhas críticas, sempre procuro ver os textos de outras pessoas, e Ebert era um dos primeiros cujas palavras eu fazia questão de ler, porque elas representam um aprendizado delicioso sobre Cinema. Gostaria muito de ter acompanhado sua carreira por mais tempo. Comecei a ler seus textos há uns 3 anos, mas foi o suficiente para que ele se tornasse um grande ídolo. E saber que ele nunca mais colocará seu brilhantismo em novos textos é algo absolutamente lamentável e difícil de aceitar.
Perdemos um verdadeiro Mestre, mas sua obra certamente continuará sendo uma fonte preciosa de conhecimento para pessoas que quiserem saber mais sobre a arte que ele tanto amava.
Descanse em paz, Sr. Ebert.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Um Tributo a Heath Ledger

Depois de se despedir de sua filha, Ennis Del Mar entra de volta em seu trailer e abre seu guarda-roupa, se emocionando ao encontrar a camisa de seu amado Jack Twist ao lado de uma foto da Brokeback Mountain. O Segredo de Brokeback Mountain é excepcional e este momento que acabei de descrever é um dos melhores do filme. É uma cena na qual Ennis mostra um misto de dor, tristeza, arrependimento, abatimento. Tudo passado na belíssima atuação de seu intérprete, Heath Ledger.
Não é à toa que Ledger foi indicado ao Oscar por este grande trabalho no filme de Ang Lee. Eis um ator que sempre mostrou ter grande talento, e é difícil não admirar seu carisma em filmes como 10 Coisas Que Eu Odeio em Você, Coração de Cavaleiro, Os Irmãos Grimm e Casanova. Ou sua determinação e grande presença em cena em produções como Não Estou Lá e Ned Kelly.
Mesmo assim, foi uma surpresa ver que Ledger seria o Coringa no segundo capítulo da trilogia do Cavaleiro das Trevas, concebida por Christopher Nolan. Afinal, o ator ainda não havia interpretado um personagem como este, então não dava para prever como ele se sairia. Mas qualquer dúvida com relação a isso se desfez após o lançamento do primeiro trailer em dezembro de 2007. Ledger como Coringa seria brilhante.
Sendo um fã do ator, foi com choque e tristeza que em 22 de janeiro de 2008 vi a notícia de sua morte prematura, aos 28 anos de idade. Para a surpresa de todos, Heath Ledger se juntou a um grupo trágico que já incluía atores como James Dean e River Phoenix. É o tipo de coisa que à primeira vista parece ser uma daquelas brincadeiras de internet que vivem acontecendo (o Twitter, por exemplo, vive "assassinando" celebridades).
Um ator que estava no auge de sua carreira, prestes a ganhar todos os prêmios possíveis por uma atuação soberba, que viria a imortalizar um personagem e suas falas (“Why so serious?”, “Let’s put a smile on that face!”, entre outras). Infelizmente, Ledger não pôde coletar tudo o que conquistou. É triste constatar que um cara como esse nunca mais irá estrelar um filme, criar um personagem, ser indicado a prêmios e mais prêmios, ver sua filha crescer. Na verdade, um pensamento que ocorre com qualquer pessoa que parte cedo demais é “O que ela estaria fazendo hoje?”.
Hoje fazem cinco anos desde que o cinema perdeu um grande ator. Mas o legado deixado por ele ainda vive e certamente nunca será esquecido. Além do mais, é sempre um prazer assistir a uma de suas atuações.

terça-feira, 26 de junho de 2012

30 Anos de Blade Runner e O Enigma de Outro Mundo

Em 2012, Ridley Scott voltou ao campo da ficção científica com Prometheus, depois de ficar trinta anos longe do gênero, quando dirigiu o filme que fez aniversário ontem: Blade Runner: O Caçador de Androides. Aliás, não foi só este belo filme que completou trinta anos de existência, mas também um dos melhores filmes de John Carpenter, O Enigma de Outro Mundo, o que tornou a data 25 de junho de 1982 um dia ainda mais especial. Infelizmente, o post está um pouco atrasado, mas a homenagem é justa, e preferi escrever alguma coisa para não deixar o momento passar em branco.
Blade Runner levou alguns anos para ser reconhecido como o grande clássico que todos conhecem. Na época de seu lançamento, o filme não conquistou a crítica e fracassou nas bilheterias. A produção passou por muitos problemas, entre eles estão os produtores, que viram o primeiro corte do filme e, achando que as pessoas não entenderiam nada, mandaram Ridley Scott colocar uma narração de Rick Deckard (Harrison Ford), além de um final feliz (isso tudo é falado nos extras da edição especial tripla do DVD). Dessa forma, Blade Runner continuou sendo um filme muito bom, mas com problemas. A narração, por exemplo, tira muito do impacto que o discurso final feito por Roy Batty (interpretado magistralmente por Rutger Hauer) tem no filme.
Em 1992, depois de várias exibições testes, foi lançada a Versão do Diretor e Blade Runner foi reconhecido como um grande clássico. Ainda assim, a versão foi lançada as pressas e não agradou totalmente Ridley Scott, que queria fazer mais algumas alterações. Só em 2007 o diretor conseguiu lançar aquela que ele considera como sua versão definitiva para o filme.
As várias versões de Blade Runner abriram espaço para diversos debates sobre o que o filme mostra. As discussões vão desde religião até a possibilidade de Deckard ser um replicante. Independentemente da versão, o filme sempre chamou muito a atenção pelo seu visual estonteante da Los Angeles futurista. É um filme que mistura muito bem o estilo de ficção científica com o noir, o que o torna algo muito lindo de se ver esteticamente. Tudo isso em uma história envolvente do início ao fim, grandes atuações (Rutger Hauer, em particular, deveria ter sido indicado a todos os prêmios do mundo na época) e um Ridley Scott em um início de carreira brilhante.
Já O Enigma de Outro Mundo é um terror absolutamente espetacular. Representando o auge da parceria entre John Carpenter e Kurt Russell, o filme conta com um dos vilões mais assustadores da história do cinema: a “coisa”, como diz o título original.
Nada é mais assustador do que o desconhecido. Steven Spielberg soube usar isso muito bem em Tubarão e John Carpenter foi um mestre em O Enigma de Outro Mundo. Ao longo de todo o filme, nós não vemos a forma real do alienígena que inferniza os cientistas. Esse detalhe cria um nível de tensão muito grande no ambiente em que os personagens se encontram. Afinal, o monstro pode ser qualquer coisa que esteja ali, desde um cachorro até um dos cientistas. E como ele pode se transformar naquilo que quiser, não é difícil compará-lo ao bicho-papão que tanto assombra crianças. Sendo assim, ele pode ser a representação dos nossos próprios medos e isso faz deste vilão uma figura interessantíssima.
Se o vilão já é incrível, as cenas tensas que John Carpenter comanda não são menos do que geniais. Temos a parte em que MacReady (personagem de Kurt Russel) faz o exame de sague com todos os outros cientistas. Mas talvez a mais famosa seja mesmo a cena em que Cooper (Richard Dysart) tenta usar um desfibrilador em Norris (Charles Hallahan), mas o corpo deste se torna uma boca enorme, naquele que é o momento mais assustador do filme.
Dois grandes filmes, e não sei se lamento o fato de estarem rendendo mais produções. O Enigma de Outro Mundo teve uma prequel (que ainda não vi) lançada no ano passado, enquanto que Blade Runner está com uma continuação em desenvolvimento. Mas nada irá mudar o status dessas duas belíssimas obras-primas. Então, parabéns a elas.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Homenageando O Poderoso Chefão e Cantando na Chuva

Março de 2012 foi um mês cinematograficamente especial. Isso porque duas das maiores obras-primas do cinema completaram mais uma década de existência. No dia 15, O Poderoso Chefão, um dos grandes expoentes do período da Nova Hollywood, completou 40 anos desde sua primeira exibição. E no dia 27, foi a vez de Cantando na Chuva, que completou 60 anos. Espero que os Corleone e o trio Gene Kelly, Debbie Reynolds e Donald O’Connor me perdoem por esta homenagem sair atrasada.
Para comemorar essas datas importantes, revi a trilogia O Poderoso Chefão e assisti Cantando na Chuva pela primeira vez, corrigindo um dos erros vergonhosos na minha vida de cinéfilo.
Apesar de ter sido o aniversário apenas da primeira parte da saga dos Corleone, resolvi comemorar a existência da trilogia inteira. Diferente de minha primeira visita (quando vi a parte 1 e a parte 2 em curto espaço de tempo e esperei dois anos para ver a parte 3), dessa vez assisti aos três filmes de O Poderoso Chefão quase que um atrás do outro, e é incrível o impacto que essa maravilha tem quando vista dessa forma.
O Poderoso Chefão é uma história trágica, sobre um jovem, Michael Corleone, que no início não quer se envolver nos negócios da família, mas acaba mudando toda sua vida por amor a ela. Apesar de dizer que os crimes que cometeu foram para proteger seus entes queridos, Michael afasta todos eles por ser diferente de seu pai, Vito Corleone, colocando os negócios antes de qualquer outra coisa. E como resultado de sua vida como mafioso, ele chega ao fim de sua história sentado em uma cadeira, com uma laranja na mão e um cachorro andando em sua volta, sem mais ninguém por perto.
É uma saga tão triste e tão bem contada por Francis Ford Coppola que quando cheguei ao final da terceira parte, lágrimas começaram a cair dos meus olhos. Não só a história, mas tudo o que envolve O Poderoso Chefão é algo fascinante. São várias cenas sensacionais, falas memoráveis e atuações brilhantes, só para citar alguns dos elementos que tornam essa trilogia algo absolutamente perfeito.
Saindo de uma obra-prima para outra, chegou a vez de falar um pouco sobre Cantando na Chuva. Um filme que traz números musicais incríveis, uma história divertidíssima, personagens carismáticos e tantas outras coisas que o tornam um verdadeiro clássico. Tudo isso envolvendo uma belíssima homenagem ao cinema, retratando muito bem o período em que os filmes mudos começaram a dar espaço aos filmes falados. Vendo Cantando na Chuva, logo vi de onde saiu um pouco da inspiração para um recente (e brilhante) ganhador do Oscar.
Como não se divertir vendo Donald O’Connor pular e cantar em “Make ’em Laugh” ou vendo os três personagens principais cantando “Good Morning”? Como não se emocionar com Kathy Selden (interpretada por Debbie Reynolds) recebendo seu devido reconhecimento em uma das últimas cenas do filme? E claro que não podemos esquecer de Gene Kelly brincando com poças d’água em “Singin’ in the Rain”, cena que se tornou antológica. Não consigo entender como que o Oscar pôde esnobar aquele que é considerado por muitos o melhor musical já feito.
Existem produções que quando chegam ao fim me fazem dizer “É por isso que gosto de cinema!”. O Poderoso Chefão e Cantando na Chuva são dois desses filmes que me dão orgulho em ser um cinéfilo inveterado e aspirante a crítico. Não há palavras o bastante para descrever como é bom saber que essas obras-primas existem.

sábado, 9 de abril de 2011

Sidney Lumet (1924-2011)

Hoje, foi com grande tristeza que vi a notícia de que um dos maiores diretores de todos os tempos faleceu. Estou falando de Sidney Lumet, o cara que dirigiu algumas das maiores obras-primas do cinema, como Doze Homens e Uma Sentença, Um Dia de Cão e Rede de Intrigas.
Os filmes de Lumet são alguns dos motivos pelos quais eu sou um viciado pela sétima arte. Eu já havia declarado a minha grande admiração por ele em uma postagem sobre os filmes que assisti em 2010.
É uma pena que Lumet tenha sido tão subestimado, não tendo ganho nenhum Oscar que disputou (foram cinco indicações). Em 2005, ele recebeu o prêmio honorário da Academia, o troféu que serve para tentar arrumar os erros que eles cometem ao longo de décadas.
Assim como o seu legado, Sidney Lumet será eterno para todos aqueles que gostam do bom cinema.
“Para qualquer diretor com um pouco de lucidez, obras-primas são filmes que chegam a você por acidente.”
Sidney Lumet

domingo, 6 de março de 2011

Ídolos Oscarizados

Como vocês podem ver ainda estou de ressaca por causa da vitória de alguns dos meus ídolos no Oscar. Nesta edição, infelizmente não pude comemorar uma vitória de Christopher Nolan, mas comemorei as conquistas de Natalie Portman, Christian Bale e Aaron Sorkin.
Já falei em diversas postagens o porquê de Christopher Nolan ser meu diretor favorito, mas nunca escrevi o porquê de Natalie Portman e Christian Bale serem dois dos meus atores prediletos (a lista é muito comprida) ou o porquê de Aaron Sorkin ser um roteirista que admiro bastante. Outro dia escreverei sobre meus outros ídolos, mas agora resolvi escrever sobre estes três que foram oscarizados recentemente.
Natalie Portman:
Uma atriz linda e maravilhosa. Sou fã confesso de Natalie Portman desde que a vi em Hora de Voltar (dei como dica na postagem anterior), filme no qual ela interpreta Samantha, uma garota que não é muito certa da cabeça. Na sua primeira cena neste filme, Portman aparece entusiasmada em um hospital, escutando The Shins e tentando interagir com o sério Andrew Largeman, interpretado por Zach Braff. Portman faz de Samantha uma personagem adorável, em um filme excepcional. Depois que assisti a Cisne Negro, minha admiração aumentou ainda mais. No entanto, me sinto envergonhado ao afirmar que ainda não assisti O Profissional, sua estreia no cinema. Mas isso será corrigido muito em breve.
Christian Bale:
Não sei quando exatamente comecei a gostar de Christian Bale. Provavelmente foi na época em que assisti Batman: O Cavaleiro das Trevas, pois foi um filme que me levou a Psicopata Americano e O Operário. No primeiro, ele se desfez da imagem de bom moço e provou a todos que consegue interpretar personagens complexos até em sua essência. E no segundo ele mostrou até onde se sacrifica por um personagem, emagrecendo quase 30 quilos para o papel. Também não consegui assistir a estreia dele no cinema, em Império do Sol. Repito: essas coisas serão corrigidas em breve.
Aaron Sorkin:
Os diálogos afiados dos roteiros de Sorkin me deixam de queixo caído toda vez que assisto a um filme roteirizado por ele. Vou dar como exemplos os dois de seus melhores roteiros: Questão de Honra e A Rede Social (coloquei cenas dos dois filmes logo abaixo). Em Questão de Honra, os embates entre Tom Cruise e Jack Nicholson (ninguém fala a palavra “fuck” e seus derivados tão bem quanto este ator) são memoráveis. Destaque para a cena no tribunal (“You can’t handle the truth”). E em A Rede Social, as falas de Mark Zuckerberg, interpretado por Jesse Eisenberg, são simplesmente impressionantes. Sorkin ainda é o criador das séries de TV The West Wing e Studio 60 on the Sunset Strip (uma pena que tenha durado apenas uma temporada).
Espero que, em futuras cerimônias, meus outros ídolos também conquistem suas merecidas estatuetas.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Os Irmãos Coen

Minha lista de diretores favoritos é grande: Christopher Nolan, Quentin Tarantino, David Fincher, Darren Aronofsky, Sidney Lumet, Martin Scorsese, Clint Eastwood e os irmãos Coen. Nesta postagem vou falar sobre os dois últimos que citei.
Os irmãos Joel e Ethan Coen são bons tanto como diretores (Ethan começou a receber créditos de direção a partir de Matadores de Velhinha, em 2004) quanto como roteiristas. Eles criam diálogos espetaculares em histórias sempre muito inteligentes, às vezes irônicas, e trabalham várias vezes com os mesmos atores, em uma lista que inclui Frances McDormand (esposa de Joel), George Clooney, Steve Buscemi, John Turturro e muitos outros.
Criadores de algumas das maiores comédias do cinema, como Arizona Nunca Mais, O Grande Lebowsky e Fargo: Uma Comédia de Erros, os Coen também se dão muito bem quando adaptam trabalhos de outras pessoas para a telona. Ganharam três Oscars por Onde os Fracos Não Têm Vez (de todos os filmes deles, este é o meu favorito) e nesta última semana receberam mais três indicações por Bravura Indômita. Em 2001, haviam recebido uma indicação para Melhor Roteiro Adaptado por E Aí Meu Irmão, Cadê Você?.
Aliás, algo que vem surpreendendo bastante é o sucesso de público de Bravura Indômita. Bilheteria e irmãos Coen sempre andaram juntos de forma bastante moderada, ficando na média dos 50 milhões de dólares. Mesmo assim, os filmes deles nunca trouxeram prejuízos para o bolso dos estúdios porque custam pouco para os padrões hollywoodianos. Bravura Indômita é o filme mais caro da carreira deles, custando 38 milhões de dólares, e se tornou o maior sucesso de bilheteria dos irmãos (no momento, já arrecadou 148 milhões nos Estados Unidos), e grande parte disso se deve a classificação indicativa do filme: PG-13, que aqui no Brasil é o equivalente aos 12 e 14 anos.
Com oito Oscars no currículo (quatro para cada um), Joel e Ethan Coen são dois caras que há anos não precisam provar mais nada a ninguém. Com eles no comando, sempre podemos esperar bons filmes.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Aniversário da Morte de Charlie Chaplin

25 de dezembro é Natal, dia em que as pessoas presenteiam umas as outras, comem e bebem bastante. Mas para mim, este vai ser sempre um dia cinematograficamente triste. Hoje fazem 33 anos que um dos maiores gênios do cinema faleceu. Estou falando do grande Charles Spencer Chaplin. Eu sei que 33 é um número quebrado, mas eu não podia esperar dois anos para falar sobre um dos meus ídolos.
Mestre da comédia, Chaplin sempre será um dos caras que mais admiro. Seus filmes são simplesmente espetaculares. Começando pelo emocionante O Garoto (seu primeiro filme como diretor), passando pelos críticos Tempos Modernos e O Grande Ditador e chegando em Luzes da Ribalta (pelo qual ganhou seu único Oscar em competição), os filmes de Chaplin estão na história da sétima arte. Infelizmente, ele foi uma das pessoas mais injustiçadas que já vi. Seu exílio na Suíça, onde ficou de 1952 até seu último dia de vida, foi o grande resultado disso.
Em 1972, Chaplin saiu um pouco do exílio para ser finalmente reconhecido pelos colegas e pela indústria cinematográfica com um Oscar Honorário, na 44ª edição dos prêmios da Academia. Foi aplaudido de pé e se emocionou no palco.
Em 1992, a vida do gênio foi transposta para tela por Richard Attenborough. Chaplin trazia Robert Downey Jr. no papel principal em uma grande atuação indicada ao Oscar.
Sendo um dos maiores críticos que o cinema já viu, Chaplin concebeu um legado mágico e por isso nunca será esquecido.
“Não preciso drogar-me para ser um gênio. Não preciso ser um gênio para ser humano. Mas preciso do teu sorriso para ser feliz.”
Charles Chaplin