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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Apostas Para o Oscar 2015



Apesar de ter sua boa cota de previsibilidade, o Oscar desse ano está interessantíssimo com a disputa acirrada entre os fantásticos Boyhood e Birdman. Tão acirrada que ao fazer as apostas me vi colocando as fichas em um apenas para no minuto seguinte colocar no outro. Richard Linklater e Alejandro González Iñarritu conceberam obras irretocáveis, e é bom ver que o Oscar (em meio a esnobadas como a de Garota Exemplar e lembranças desnecessárias como a de A Teoria de Tudo) concentrou suas forças nesses dois filmes em sua categoria principal.

Enfim, essas são minhas apostas e minhas torcidas para a noite do Oscar.

Melhor Filme

Aposta: Boyhood – Da Infância a Juventude

Torcida: Boyhood – Da Infância a Juventude e Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

De um lado, Boyhood, o projeto que o grande Richard Linklater filmou ao longo de 12 anos e que se mostrou brilhante na forma como seus personagens crescem com o passar do tempo. Do outro, Birdman, o filmaço de Alejandro González Iñarritu organizado em um belo plano-sequência e que abre belas discussões sobre aceitação e valores dados a arte. Ambos os filmes estão dividindo os prêmios pré-Oscar. Será ótimo ver qualquer um dos dois vencerem, ainda que minha aposta fique para Boyhood.

Melhor Direção

Aposta: Richard Linklater, por Boyhood – Da Infância a Juventude

Torcida: Richard Linklater, por Boyhood – Da Infância a Juventude e Alejandro González Iñarritu, por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Mesmo caso de Melhor Filme. Iñarritu até tem vantagem com Birdman por ter levado o DGA, prêmio do sindicato dos diretores. Mas Linklater também vem sendo reconhecido por seu trabalho em Boyhood, além de ter uma bela carreira e ser admirado por muitas pessoas. A aposta de novo fica para este último, mas ambos os trabalhos são maravilhosos.

Melhor Ator

Aposta: Eddie Redmayne, por A Teoria de Tudo

Torcida: Michael Keaton, por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Jake Gyllenhaal ter ficado de fora da categoria por seu trabalho incrível em O Abutre será uma lamentação eterna. Na falta dele, há o fantástico Michael Keaton em Birdman, que até saiu na frente nessa corrida. Mas Eddie Redmayne ganhou força por sua grande atuação como Stephen Hawking, um dos pontos altos do bom A Teoria de Tudo, e nem mesmo as duras críticas que o ator recebeu por sua participação no recente O Destino de Júpiter parecem ter abalado suas chances.

Melhor Atriz

Aposta: Julianne Moore, por Para Sempre Alice

Torcida: Rosamund Pike, por Garota Exemplar

Por mais que Rosamund Pike tenha tido uma atuação impressionante como Amy Dunne de Garota Exemplar, Julianne Moore é a grande favorita na categoria por Para Sempre Alice. Além do mais, ela tem uma bela carreira e está merecendo um Oscar há tempos, de forma que o prêmio aqui seria até pelo conjunto da obra.

Melhor Ator Coadjuvante

Aposta: J.K. Simmons, por Whiplash: Em Busca da Perfeição

Torcida: J.K. Simmons, por Whiplash: Em Busca da Perfeição

Aqui não tem pra ninguém. J.K. Simmons arrebenta monstruosamente em Whiplash e já ganhou quase todos os prêmios possíveis por seu trabalho no filme. Se ele perder o Oscar, será uma das grandes zebras da noite. Mas se isso ocorrer, a categoria está repleta de belas atuações, apesar de o grande Robert Duvall estar em um filme fraco como O Juiz, cujo roteiro até prejudica seu personagem.

Melhor Atriz Coadjuvante

Aposta: Patricia Arquette, por Boyhood – Da Infância a Juventude

Torcida: Patricia Arquette, por Boyhood – Da Infância a Juventude

Se Simmons é nome certo para Melhor Ator Coadjuvante, o mesmo pode ser dito por Patricia Arquette em Atriz Coadjuvante, cuja atuação como a mãe do protagonista de Boyhood é simplesmente linda. Apenas a última cena dela no filme já deveria garantir sua estatueta.

Melhor Roteiro Original

Aposta: O Grande Hotel Budapeste

Torcida: Ficarei muito feliz com a vitória de qualquer um dos indicados

Boyhood, Birdman, O Grande Hotel Budapeste, Foxcatcher e O Abutre. Que categoria linda temos aqui. Mas apesar de Boyhood e Birdman serem os principais concorrentes a Melhor Filme e Melhor Direção, Wes Anderson e O Grande Hotel Budapeste têm tido certa preferência na categoria, tendo até ganhado o WGA, o sindicato dos roteiristas.

Melhor Roteiro Adaptado

Aposta: O Jogo da Imitação

Torcida: Whiplash: Em Busca da Perfeição

Vários filmes que não chegam a ser favoritos unânimes em outras categorias, e que também não tem favoritismo claro por aqui. Fico com O Jogo da Imitação, mais pela vitória que ele conseguiu no WGA. Mas também fico com o pensamento de que seria ótimo ver Whiplash surpreender.

Melhor Animação


Torcida: O Conto da Princesa Kaguya

Apesar de ser uma continuação, Como Treinar o Seu Dragão 2 surge como favorito. Mas mesmo sendo um filme muito bacana, que levou vários prêmios até agora (entre eles o Annie Awards), esse favoritismo se deve exclusivamente porque Uma Aventura Lego foi esnobado, em uma das faltas mais sentidas dessa edição do Oscar. De qualquer forma, se a nova aventura de Soluço e Banguela for derrotada, seria bonito se o japonês O Conto da Princesa Kaguya ficasse com a estatueta, considerando a história do Studio Ghibli, que chegou a anunciar seu fechamento no ano passado.

Melhor Filme Estrangeiro

Aposta: Ida (Polônia)

Torcida: Por enquanto me abstenho porque vi apenas o argentino Relatos Selvagens

O polonês Ida vem mostrando certo favoritismo com suas conquistas em outras premiações. E honestamente não sei se os outros filmes podem surpreender.

Melhor Documentário

Aposta: Citizenfour

Torcida: Por enquanto me abstenho porque não vi três indicados

O Oscar não se arriscou muito na categoria nos últimos anos, premiando filmes mais leves, como foi em 2013 com o belíssimo Procurando Sugar Man e no ano passado com a vitória do ótimo A Um Passo do Estrelato. Mas esse ano tudo indica que será diferente, com Citizenfour saindo como vencedor, filme que traz em seu centro Edward Snowden e o grande escândalo político que o envolveu. De qualquer forma, é inacreditável que a Academia não tenha indicado Life Itself. O filme de Steve James sobre o fantástico crítico Roger Ebert é absolutamente maravilhoso, e a falta dele aqui talvez tenha sido o maior pecado dessa edição.

Melhor Direção de Fotografia

Aposta: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Torcida: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Depois das maravilhas que fez em Gravidade, que lhe rendeu este prêmio no ano passado, Emmanuel Lubezki está novamente indicado por mais um trabalho estupendo. Outro cara que se não vencer será uma grande zebra.

Melhor Montagem

Aposta: Boyhood – Da Infância a Juventude

Torcida: Boyhood – Da Infância a Juventude

A passagem de tempo é um elemento importantíssimo de Boyhood, e o trabalho de montagem do filme é admirável, fazendo tudo soar orgânico e ritmado, tendo ganhado vários prêmios da categoria em outras premiações.

Melhor Design de Produção

Aposta: O Grande Hotel Budapeste

Torcida: O Grande Hotel Budapeste

Se tem algo que salta aos olhos logo de cara em O Grande Hotel Budapeste é seu visual fantástico, que tem traz toda a excentricidade de Wes Anderson na máxima potência. Difícil que isso não tenha ocorrido com os votantes também.

Melhor Figurino

Aposta: O Grande Hotel Budapeste

Torcida: O Grande Hotel Budapeste

Em O Grande Hotel Budapeste os figurinos complementam o design de produção brilhantemente, então o filme deve seguir essa lógica e ficar com os dois prêmios.

Melhor Maquiagem e Penteados

Aposta: O Grande Hotel Budapeste


Jogarei em O Grande Hotel Budapeste novamente. Até porque duvido muito que a Academia quebre seu preconceito contra produções baseadas em histórias em quadrinhos prestigiando Guardiões da Galáxia. E entre o filme de Wes Anderson e Foxcatcher, o trabalho do primeiro chama um pouco mais a atenção.

Melhor Trilha Original

Aposta: A Teoria de Tudo

Torcida: O Grande Hotel Budapeste

Alexandre Desplat foi duplamente indicado dessa vez, por O Grande Hotel Budapeste e O Jogo da Imitação. Nunca ganhou um Oscar e talvez essa seja sua chance de se consagrar. Ainda assim, a maré parece estar mais para o lado de Jóhann Jóhannsson por A Teoria de Tudo.

Melhor Canção Original

Aposta: “Glory”, de Selma

Torcida: “Glory”, de Selma

A Academia deve dar o prêmio de consolação a Selma depois da burrada que fez de não indicar o belíssimo filme de Ava DuVernay em mais categorias.

Melhor Edição de Som

Aposta: Sniper Americano

Torcida: Sniper Americano

Considerando que a Academia tem curtido entregar esse prêmio a filmes de guerra, as fichas vão para Sniper Americano, que realmente tem um trabalho muito bom nesse aspecto e não deve ganhar outros prêmios.

Melhor Mixagem de Som

Aposta: Whiplash: Em Busca da Perfeição

Torcida: Whiplash: Em Busca da Perfeição

Toda a coordenação envolvendo as cenas musicais de Whiplash merece ser prestigiada, e é provável que o sucesso indie desse ano fique com mais esse prêmio na noite além do de Melhor Ator Coadjuvante.

Melhores Efeitos Visuais

Aposta: Interestelar


Interestelar é o favorito, com Planeta dos Macacos: O Confronto correndo por fora. A torcida, assim como a aposta, poderia até ficar com o filme de Christopher Nolan, cujo trabalho nesse sentido é muito bom. Mas a verdade é que o carinho que tenho por X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido fala mais alto.

Melhor Curta Documentário

Aposta: Crisis Hotline: Veterans Press 1

Torcida: Não vi nenhum dos indicados.

As categorias de curtas-metragens são quase sempre impossíveis de acompanhar. Então não há como torcer para alguém, porque não há como vê-los na grande maioria das vezes, e até mesmo apostar é complicado. Então vamos na base do chute, e Crisis Hotline: Veterans Press 1 parece ser um filme cuja temática é interessante para a Academia.

Melhor Curta-Metragem

Aposta: Parvaneh

Torcida: Não vi nenhum dos indicados.

Mesma coisa da categoria anterior.

Melhor Curta-Metragem de Animação

Aposta: The Bigger Picture

Torcida: Vi apenas um dos indicados, então me abstenho novamente

Mesma coisa da categoria anterior.

sábado, 1 de março de 2014

Apostas para o Oscar 2014



Deixei no Papo de Cinema minhas apostas para o Oscar 2014, que vai acontecer amanhã (aliás, recomendo que entrem lá e vejam as apostas dos outros membros da equipe). Mas como faço todo ano, deixo aqui alguns comentários sobre os favoritos ao prêmio e sobre aqueles pelos quais torcerei durante a cerimônia (ainda que dessa vez eu vá participar de um bolão de apostas e deveria torcer apenas por quem apostei).

Melhor Filme:

Torcida – Gravidade. Mas Ela e O Lobo de Wall Street também dividem a torcida, ainda que não tenham chance alguma de vencer.

Gravidade deverá levar uma boa parte dos prêmios em que está indicado. No entanto, o filme não deve levar o prêmio principal da noite, o que apenas mostra o quão estranha a votação da Academia consegue ser. Lembremos, por exemplo, de 1973, quando Cabaret ganhou 8 prêmios e ainda assim perdeu Melhor Filme para O Poderoso Chefão. Gravidade empatou com 12 Anos de Escravidão no Producers Guild Awards, mas o filme de Steve McQueen vem conseguindo um pouco mais de prestígio em outras premiações. Ao menos não será uma decisão feia da Academia caso ganhe, já que se trata de um ótimo filme.

Melhor Direção:

Torcida – Alfonso Cuarón, por Gravidade
Aposta – Alfonso Cuarón, por Gravidade

Em Gravidade, o que Alfonso Cuarón realiza em termos técnicos e narrativos é algo de tirar o fôlego, e não é à toa que ele é o grande favorito ao prêmio. No entanto, não será nenhuma surpresa caso os votantes resolvam entregar a estatueta para Steve McQueen, não só por 12 Anos de Escravidão ser o favorito em Melhor Filme, mas também porque seria algo bonito de se ver na festa. Afinal, McQueen seria o primeiro negro a ganhar o prêmio de Melhor Direção.

Melhor Ator:

Torcida – Matthew McConaughey, por Clube de Compras Dallas
Aposta – Matthew McConaughey, por Clube de Compras Dallas

Matthew McConaughey sempre foi um ator talentosíssimo, mas infelizmente decidiu encher sua carreira com produções duvidosas durante a maior parte da década passada. Mas de 2011 para cá, McConaughey passou a aceitar projetos mais desafiadores que, consequentemente, o levaram a trabalhar com diretores prestigiados. E agora ele aparece como favorito no Oscar de Melhor Ator e, caso se confirme, sua vitória será uma ótima coroação pelo que ele vem fazendo nos últimos anos. Sem falar que sua atuação como Ron Woodroof em Clube de Compras Dallas é de uma segurança invejável (uma das melhores de sua carreira). De qualquer forma, não será injusto caso Leonardo DiCaprio ganhe por sua grande atuação em O Lobo de Wall Street, filme no qual (vejam só!) Matthew McConaughey rouba a cena tendo pouquíssimo tempo de tela (uma pena ele não ter sido indicado como Coadjuvante também).

Melhor Atriz:

Torcida – Cate Blanchett, por Blue Jasmine.
Aposta – Cate Blanchett, por Blue Jasmine.

O Oscar já está praticamente nas mãos de Cate Blanchett. A atriz tem em Blue Jasmine a melhor atuação de sua carreira, e será um tanto triste caso ela perca esse prêmio, ainda que todas as outras indicadas estejam muito bem em seus respectivos filmes. Nas últimas semanas, saiu um boato de que as acusações de pedofilia que ressurgiram contra Woody Allen no mês passado estariam tirando as chances de Blanchett ser premiada (malditas contra-campanhas!), mas duvido muito que ela vá sofrer as consequências disso.

Melhor Ator Coadjuvante:

Torcida – Michael Fassbender, por 12 Anos de Escravidão.
Aposta – Jared Leto, por Clube de Compras Dallas.

Michael Fassbender tem uma atuação assustadoramente brilhante em 12 Anos de Escravidão, mas não tem muitas chances nessa categoria que vem sendo dominada por Jared Leto nas premiações pré-Oscar. O que também não é nada mal, já que o ator faz maravilhas no papel de Rayon em Clube de Compras Dallas. Um trabalho delicado que faz um contraponto interessante ao de Matthew McConaughey no filme.

Melhor Atriz Coadjuvante:

Torcida – June Squibb, por Nebraska.
Aposta – Lupita Nyong’o, por 12 Anos de Escravidão.

Por mais que eu tenha gostado June Squibb em Nebraska, a atriz é outra sem muitas chances de vencer. A disputa na categoria está principalmente entre a estreante Lupita Nyong’o e Jennifer Lawrence, por Trapaça. No entanto, Lawrence já ganhou uma estatueta em 2013, e Nyong’o vem chamando a atenção em outros prêmios com sua atuação no drama de Steve McQueen. A estatueta deve ir para ela. E se Lawrence por acaso vencer, será injusto assim como no ano passado, já que por mais talentosa que ela seja (e ela realmente é, como sempre digo), há outras indicadas melhores na categoria.

Melhor Roteiro Original:

Torcida – Spike Jonze, por Ela.
Aposta – Spike Jonze, por Ela.

Ela é um dos melhores filmes entre os indicados nesse Oscar, sem dúvida, e Spike Jonze vem sendo agraciado na categoria de Roteiro Original em outras premiações. Mas não se surpreendam caso ocorra uma Trapaça na cerimônia.

Melhor Roteiro Adaptado:

Torcida – Ethan Hawke, Julie Delpy e Richard Linklater, por Antes da Meia-Noite.
Aposta – John Ridley, por 12 Anos de Escravidão.

Ver Antes da Meia-Noite sendo premiado é apenas um sonho, infelizmente. 12 Anos de Escravidão não foi indicado ao Writers Guild Awards, mas única e exclusivamente porque existe uma regra dizendo que apenas membros do sindicato podem ser lembrados. Sendo assim, lá até pode dado Capitão Phillips, mas no Oscar quem está chegando mais forte é o filme de Steve McQueen.

Melhor Animação:

Aposta – Frozen: Uma Aventura Congelante.

Hayao Myiazaki se aposentou, e até por isso seria interessante ver seu último filme, Vidas ao Vento, ser agraciado. Mas será uma grande surpresa se o magnífico Frozen perder nessa categoria. E acreditem, este será o primeiro Oscar de Melhor Animação da história da Disney.

Melhor Filme Estrangeiro:

Torcida – A Caça (Dinamarca).
Aposta – A Grande Beleza (Itália).

A Caça é um soco no estômago do espectador, assim como o excelente Alabama Monroe. Mas A Grande Beleza é que vem vencendo vários prêmios e chamando mais atenção em outras premiações. No Oscar isso também deve acontecer.

Melhor Direção de Fotografia:

Torcida – Roger Deakins, por Os Suspeitos.
Aposta – Emmanuel Lubezki, por Gravidade.

Emmanuel Lubezki certamente ficará com essa estatueta. E merecidamente, considerando que a fotografia de Gravidade é nada menos do que espetacular. Minha torcida por Roger Deakins em Os Suspeitos se deve não só por ser um trabalho excepcional (em um filme idem), mas também porque é sua 11ª indicação ao Oscar, sendo que ele nunca venceu, e estamos falando de um dos melhores diretores de fotografia em atividade.

Melhor Montagem:

Torcida – Christopher Rouse, por Capitão Phillips.
Aposta – Alan Baumgarten, Jay Cassidy e Crispin Struthers, por Trapaça.

A tensão crescente de Capitão Phillips (e que chega ao ápice no terceiro ato do filme) se deve em boa parte a belíssima montagem de Christopher Rouse. Mas o filme não deve ter tantas chances por aqui, e Gravidade surge como um forte candidato. Mesmo assim, apostarei minhas fichas na zebra, Trapaça.

Melhor Design de Produção:

Torcida – Andy Nicholson, Rosie Goodwin e Joanne Woolard, por Gravidade.
Aposta – Catherine Martin e Beverley Dunn, por O Grande Gatsby.

O carnaval interessantíssimo do filme de Baz Luhrmann aparece como um forte candidato ao prêmio. Mas não seria nada mal ver o espaço sideral de Gravidade ou o futuro próximo de Ela vencendo.

Melhor Figurino:

Torcida – Catherine Martin, por O Grande Gatsby.
Aposta – Patricia Norris, por 12 Anos de Escravidão.

Categoria que geralmente é dominada por filmes de época. Aqui jogo as fichas em 12 Anos de Escravidão, ainda que O Grande Gatsby aparente ter mais chances.

Melhor Maquiagem e Penteados:

Torcida – Adruitha Lee e Robin Mathews, por Clube de Compras Dallas.
Aposta – Adruitha Lee e Robin Mathews, por Clube de Compras Dallas.

Seria triste ver uma porcaria como Vovô Sem Vergonha ganhando um Oscar. Mas, felizmente, Clube de Compras Dallas surge como favorito pelo belíssimo trabalho feito com Matthew McConaughey e Jared Leto, principalmente quando os personagens deles surgem extremamente debilitados pela AIDS.

Melhor Trilha Musical:

Torcida – Steven Price, por Gravidade.
Aposta – Steven Price, por Gravidade.

Steven Price colocou seu nome no mapa com Gravidade e aparece como franco favorito em cima de caras experientes como Thomas Newman, Alexandre Desplat e o grande John Williams.

Melhor Canção Original:

Torcida – Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, por “Let It Go”, de Frozen.
Aposta – Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, por “Let It Go”, de Frozen.

“Let It Go” é linda. Repito: “Let It Go” é linda. E espero que ganhe, ainda que os caras do U2 surjam fortes com sua “Ordinary Love”, de Mandela.

Melhor Mixagem de Som:

Torcida – Skip Lievsay, Niv Adiri, Christopher Benstead e Chris Munro, por Gravidade.
Aposta – Skip Lievsay, Niv Adiri, Christopher Benstead e Chris Munro, por Gravidade.

É praticamente certo que Gravidade dominará os prêmios técnicos. E nem preciso dizer que será mais do que merecido.

Melhor Edição de Som:

Torcida – Glenn Freemantle, por Gravidade.
Aposta – Glenn Freemantle, por Gravidade.

Leia o comentário da categoria anterior.

Melhores Efeitos Visuais:

Torcida – Timothy Webber, Chris Lawrence, David Shirk e Neil Corbould, por Gravidade.
Aposta – Timothy Webber, Chris Lawrence, David Shirk e Neil Corbould, por Gravidade.

Mesma coisa das categorias de som. Se Gravidade perder uma dessas será uma surpresa enjoativa. Os efeitos visuais do filme, em particular, são geniais.

Melhor Documentário:

Torcida – O Ato de Matar.
Aposta – O Ato de Matar.

O Ato de Matar é poderosíssimo, mas é também um filme com um conteúdo pesado e difícil de digerir, e apostar nele nessa categoria não deixa de ser um risco, já que o Oscar muitas vezes prefere produções mais leves. Foi assim no ano passado, por exemplo. Mas vejamos como será dessa vez.

Melhor Curta-Documentário:

Torcida – É sempre muito difícil ver os filmes das categorias de curtas-metragens, e esse ano não foi diferente. Vou torcer pela minha aposta/chute.
Aposta – The Lady in Number 6.

Melhor Curta-Metragem:

Torcida – Mesma coisa da categoria anterior.
Aposta – Helium.

Melhor Curta de Animação:

Torcida – Mr. Hublot.
Aposta – Hora de Viajar.

Aqui deu pra ver alguns dos filmes, e Mr. Hublot é excelente, com uma história sensível e um design de produção maravilhoso. Mas aposto em Hora de Voltar (exibido antes das sessões de Frozen), curta divertidíssimo da Disney e que faz um uso interessante do 3D.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Apostas para o Oscar 2013

O Oscar é nesse domingo e como é de costume, chegou a hora de lançar as apostas quanto a quem vai sair com um sorriso no rosto na maior premiação da indústria do cinema. Essas previsões estão sendo feitas com base nos diversos prêmios que foram entregues nas últimas semanas, que acabam direcionando mais ou menos o caminho que a Academia vai seguir. Também tive que usar o bom e velho chutômetro, já que nem todas as categorias contam com um vencedor garantido (e não consegui terminar o projeto da minha máquina do tempo).
Enfim, vamos a elas: (você pode ver a lista completa dos indicados aqui)
Melhor Filme
A Hora Mais Escura estava ganhando vários prêmios de associações de críticos e era tido como favorito no início da temporada de premiações, mas a polêmica que levantou quanto a apoiar tortura (uma grande bobagem) praticamente acabou com suas chances. Então tivemos Lincoln, um filme sobre uma figura americana importantíssima, dirigido por Steven Spielberg (um cara que a maioria das pessoas gosta bastante) e que conseguiu logo 12 indicações para o Oscar.
Mas eis que Argo surpreendeu e conseguiu fazer a limpa na temporada, levando todos os prêmios importantes: Producers Guild Awards (PGA), Screen Actors Guild Awards (SAG), Directors Guild Awards (DGA), BAFTA, Writers Guild Awards (WGA), Critics’ Choice Awards. É o franco favorito e minha aposta para levar o Oscar de Melhor Filme, ainda que não seja o que mais gostei entre os nove indicados (adoraria ver Amor vencendo, mas as chances de isso acontecer são pequenas).
De qualquer forma, ficarei muito feliz se Argo confirmar seu favoritismo, não só por ser um belíssimo filme, mas também por que ao menos tiraria o prêmio de Lincoln, que apesar de ser grandioso, é problemático demais.
Melhor Diretor
A última vez que um filme venceu o prêmio principal sem ter seu diretor indicado foi há 23 anos com Conduzindo Miss Daisy. Isso é muito raro, mas deve acontecer este ano. Argo é o favorito na categoria de Melhor Filme, mas Ben Affleck inexplicavelmente não foi indicado a Melhor Diretor. O trabalho dele no filme é excelente e sua ausência é uma grande injustiça, principalmente quando vemos que alguns dos concorrentes nem deveriam estar indicados, entre eles a minha aposta para esta estatueta, Steven Spielberg (e digo isso sendo fã do cineasta).
A direção de Spielberg em Lincoln não é grandes coisas, mas a Academia pelo visto adorou, e acho difícil que o prêmio não seja entregue a ele, já que não vejo os outros indicados com muitas chances (apesar de essa categoria ser uma incógnita, por que Affleck ganhou tudo ao longo da temporada). Acredito que quem pode surpreender na noite de domingo é o cara pelo qual torcerei, Michael Haneke, mas duvido que será dessa vez que o diretor de Amor (e de outros grandes filmes, como Violência Gratuita e Caché) receberá tal reconhecimento.
Melhor Ator
Este ano provavelmente teremos algo inédito na história do Oscar. Daniel Day-Lewis, um dos melhores atores em atividade atualmente, pode receber seu terceiro Oscar de Melhor Ator. Nunca um ator recebeu três prêmios nessa categoria, mas Day-Lewis chega este ano como favorito absoluto (venceu quase tudo o que podia na temporada) após encarnar brilhantemente o presidente Abraham Lincoln (sua atuação é a melhor coisa do filme).
Será um momento realmente especial e merecido. No entanto, apesar de gostar muito da atuação de Day-Lewis, eu ainda gostaria de ver Joaquin Phoenix premiado por O Mestre. Mas é praticamente certo que veremos um momento histórico na cerimônia.
Melhor Atriz
Jennifer Lawrence vem fazendo campanha para levar o prêmio, concedendo entrevistas a vários veículos, indo a todos os talk-shows possíveis e fazendo brincadeiras (como em sua apresentação no Saturday Night Live). Ela tem uma bela atuação em O Lado Bom da Vida e surge como a favorita, o que não deixa de ser uma surpresa considerando que há algum tempo era Jessica Chastain (excepcional em A Hora Mais Escura) quem parecia ser a provável vencedora.
Mesmo assim, ainda vou apostar em minha favorita: Emmanuelle Riva e sua maravilhosa atuação em Amor. Estou com um pressentimento de que vai dar zebra nessa categoria, e seria um belo presente para a atriz, que coincidentemente estará fazendo 86 anos no dia da cerimônia.
Melhor Ator Coadjuvante
Categoria difícil, com cinco atores talentosíssimos que são admirados por todos e tem boas atuações em seus respectivos filmes. Christoph Waltz e Tommy Lee Jones parecem ser os grandes concorrentes por aqui, com Robert De Niro vindo logo depois (afinal, esta é sua primeira indicação desde Cabo do Medo, em 1992). Entre eles, colocarei minhas fichas em Waltz (brilhante em Django Livre), mesmo sabendo que Jones venceu o SAG e parece ter um pouco mais de chances. Dessa forma, o ator voltará a dizer que deve sua carreira a Quentin Tarantino, já que seria seu segundo Oscar sob a batuta do diretor (ele ganhou Ator Coadjuvante por Bastardos Inglórios). No entanto, devo dizer que preferia ver Philip Seymour Hoffman ganhar por O Mestre.
Melhor Atriz Coadjuvante
Se a categoria de Melhor Ator Coadjuvante deixa uma dúvida no ar, o mesmo não pode ser dito para a de Melhor Atriz Coadjuvante. Assim como Jennifer Lawrence, Anne Hathaway vem fazendo campanha para levar a estatueta para casa, martelando o que fez por sua personagem em Os Miseráveis (emagreceu e cortou o cabelo), se exibindo pelo fato de ter cantado “I Dreamed a Dream” em um take e dizendo que o filme é o primeiro a gravar suas canções ao vivo no set de filmagens. No entanto, parece que a atriz está ficando muito irritante por causa disso, já que surgiram paródias de “I Dreamed a Dream” e matérias em alguns sites fazendo críticas ao seu comportamento.
Mas esse tipo de coisa não parece incomodar a Academia. Em 2011, Melissa Leo comprou anúncios em revistas, foi vista com maus olhos e ainda assim ganhou o Oscar por O Vencedor. Não acho que esse ano vá ser diferente, e Hathaway (uma atriz muito talentosa) deve ser reconhecida por seu trabalho no musical do picareta Tom Hooper. No entanto, mais uma vez minha torcida não está com a favorita ao prêmio, e sim com Amy Adams por O Mestre.
Melhor Roteiro Original e Melhor Roteiro Adaptado
O WGA geralmente é o grande termômetro dessas categorias. Esse ano o sindicato elegeu A Hora Mais Escura como Melhor Roteiro Original e, claro, Argo como Melhor Roteiro Adaptado.
No entanto, a polêmica em cima do filme de Kathryn Bigelow faz eu colocar minhas fichas de Roteiro Original em Quentin Tarantino e seu ótimo Django Livre, apesar de que torcerei mesmo para Amor (mas acho que Michael Haneke mais uma vez não tem muitas chances por aqui). Já Argo ficará não só com minha aposta para Roteiro Adaptado, mas também com minha torcida.
Melhor Animação
A Academia adora a Pixar e premia o estúdio sempre que surge uma boa oportunidade. Só não fez isso no ano passado porque não tinha como, sendo Carros 2 um filme bem ruim. Mas esse ano eles podem voltar com isso, premiando Valente.
No entanto, vou apostar e torcer pelo melhor entre os indicados: Detona Ralph, que vem fazendo muito sucesso nessa temporada, ganhando prêmios importantes como o Annie Awards e o PGA.
Melhor Filme Estrangeiro
Pela primeira vez desde que comecei a acompanhar o Oscar consegui assistir a todos os indicados a Melhor Filme Estrangeiro. São todos muito bacanas, mas esta é uma das categorias mais óbvias da noite, que tem como franco favorito (aqui sim) Amor. Entre os indicados, o único que chega perto da força do filme de Michael Haneke é o chileno No. Mas se Amor perder será mesmo uma surpresa absurdamente grande. Esse vai ser o segundo Oscar para a Áustria, que garantiu seu primeiro prêmio em 2008 com Os Falsários.
Melhor Documentário
Mais uma categoria que eu nunca havia conseguido dar muita atenção, mas este ano assistir a quatro dos cinco indicados (infelizmente, não pude ver The Gatekeepers). Os que conferi são muito interessantes, e minha torcida está dividida entre How to Survive a Plague e The Invisible War. Mas o Oscar deve ir mesmo para Searching For Sugar Man, um belo filme sobre um cantor americano que não conseguiu fazer sucesso em seu país, mas que é um verdadeiro estouro na África do Sul. Além disso, esse é o documentário mais "feel good", já que os outros tem temas bem mais pesados.
Melhor Direção de Fotografia: Adoraria ver o grande Roger Deakins vencer por 007: Operação Skyfall (ele nunca ganhou um Oscar, sendo que esta é sua 10ª indicação). Mas quem deve ficar com a estatueta é Claudio Miranda por As Aventuras de Pi.
Melhor Montagem: Outra categoria em que Argo deve provar seu favoritismo, e a vitória de William Goldenberg (duplamente indicado este ano, sendo prestigiado também por seu belíssimo trabalho em A Hora Mais Escura) será mais do que merecida.
Melhor Design de Produção: Nesse quesito, apostarei na nova adaptação de Anna Karenina, que inclusive ganhou o prêmio do ADG (o sindicato dos diretores de arte).
Melhor Figurino: Aqui mais uma vez Anna Karenina deve se consagrar. Produções como essa geralmente são as que fazem maior sucesso nessa categoria.
Melhor Maquiagem: Ainda não pude ver Hitchcock, mas pelos trailers a transformação de Anthony Hopkins no Mestre do Suspense parece ser bastante eficiente, então apostarei nele mesmo que tenha sido um filme recebido com certa indiferença.
Melhor Trilha Sonora: Outra categoria que pode ser garantida por As Aventuras de Pi, que tem uma bela música composta por Mychael Danna. Duvido muito que o mestre John Williams vença por Lincoln (nem chega a ser um de seus trabalhos mais memoráveis).
Melhor Canção Original: Assim como Melhor Filme Estrangeiro, a categoria de Melhor Canção é outra que já tem sua vencedora praticamente garantida. Tudo indica que a belíssima “Skyfall” dê o terceiro Oscar da história da franquia 007 (o primeiro nessa categoria, algo que já devia ter acontecido há muito tempo), além de consagrar de vez a cantora Adele.
Melhor Mixagem de Som: Depois de toda a divulgação que fizeram em cima do fato de as canções terem sido gravadas direto no set de filmagem, não duvido que Os Miseráveis leve esse prêmio para casa.
Melhor Edição de Som: Pode ser que 007: Operação Skyfall fique com mais este prêmio na noite, mas colocarei minhas fichas em A Hora Mais Escura.
Melhores Efeitos Visuais: Depois da criação absolutamente perfeita do tigre Richard Parker, será uma surpresa se a equipe de As Aventuras de Pi não sair vencedora. Na verdade, será uma piada se o filme perder por aqui.
Melhor Curta-Metragem de Animação: Apesar de minha torcida ser para Head Over Heels, Paperman deve confirmar seu favoritismo e levar a estatueta (comentei todos os indicados aqui).
Melhor Curta-Metragem e Melhor Curta Documentário: Infelizmente, é sempre impossível ver os indicados dessas categorias. Sendo assim, essas são apostas feitas apenas para não deixar essa parte em branco. Para Melhor Curta-Metragem aposto em Death of a Shadow, e em Melhor Curta Documentário fico com Open Heart.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Injustiças Lamentáveis

Algo que detesto é ver que existem filmes com datas de estreia nos cinemas já programadas, mas por algum motivo (quase sempre dinheiro, e coloco o “quase” apenas para não generalizar) as distribuidoras resolvem cancelar os lançamentos e mandá-los direto para o mercado de DVDs. Atualmente, é possível perceber quando esse tipo de coisa acontece no instante em que as estreias começam a ser adiadas. Há vezes em que o filme realmente chega aos cinemas (em poucas salas, mas pelo menos estreia), mas o que mais acontece é nós perdermos a oportunidade de conferir os filmes no modo como deveria ser.
Eu não sei quanto a vocês, mas acho que a experiência de ir ao cinema é incomparável. Perdemos muito ao assistir um filme na televisão, sentado no sofá. Há detalhes do filme que podemos perceber no cinema e perder em casa, já que neste estado não estamos prestando total atenção no que assistimos. Sempre acontece de termos de parar o filme para ir ao banheiro ou para comer alguma coisa, e isso atrapalha demais. Sendo assim, considero uma ida ao cinema muito mais do que apenas ver um filme. E fico triste quando não tenho a oportunidade de ver alguma obra na telona (isso quando não é algum filme como os que vou citar no final).
Mas por que estou escrevendo isso? Geralmente, os filmes que tem seus lançamentos cancelados são aqueles que fazem feio nas bilheterias e na opinião da crítica (ou só a primeira alternativa). Então, o quê fez 50% e Guerreiro serem nocauteados direto para as estantes de DVDs? Não são filmes feitos com a certeza de que farão dinheiro, como é o caso dos blockbusters. O que eles arrecadaram não foi nada muito grande, mas também não é nenhum pouco terrível. Até o momento, 50% arrecadou 39 milhões de dólares, tendo custado apenas 8 milhões. Já Guerreiro custou 25 milhões e arrecadou 23 milhões. Como eu disse, nada muito grande, mas nenhum pouco terrível.
Para completar, são filmes que foram sucessos absolutos de crítica. Vi eles essa semana (em casa, para minha tristeza) e são realmente muito bons (não perfeitos, mas muito bons). 50% é um filme que transita muito bem entre o drama e a comédia, além de trazer uma grande atuação do sempre eficiente Joseph Gordon-Levitt. E Guerreiro conta uma história forte de dois irmãos lutadores com seus próprios traumas, e tem atuações brilhantes do trio Tom Hardy (um ator que admiro desde A Origem), Joel Edgerton e Nick Nolte.
Os dois filmes ainda podem ser indicados em alguma categoria no Oscar. 50% está mirando uma vaga em Melhor Roteiro Original, tendo alcançado isso no WGA, o prêmio do sindicato dos roteiristas. Além disso, foi indicado a Melhor Filme Comédia/Musical e Melhor Ator Comédia/Musical para Gordon-Levitt no Globo de Ouro. E Guerreiro pode conseguir uma indicação para Nick Nolte em Melhor Ator Coadjuvante (ele está concorrendo no SAG Awards, prêmio do sindicato dos atores).
Mais curioso é ver que a distribuidora de 50% e Guerreiro é a Imagem Filmes, a mesma de Guerra ao Terror, e acho que todos se lembram das trapalhadas feitas com relação a este filme. E se acontecer de mais uma vez a Imagem Filmes voltar atrás e querer lançar os filmes nos cinemas, depois de eles terem chegado às locadoras?
De qualquer maneira será tarde demais. As pessoas já terão alugado os filmes ou encontrado outros meios para assisti-los. Enquanto isso, aberrações (e falo essa palavra pensando em qualquer filme dirigido pela dupla Jason Friedberg e Aaron Seltzer, como Deu a Louca em Hollywood e Super-Heróis: A Liga da Injustiça, que detesto e foram as primeiras que me vieram a cabeça) que poderiam poupar o público de ter seu cérebro diluído chegam aos cinemas. Lamentável.

sábado, 24 de setembro de 2011

Erros em DVDs

Um pouco de perfeccionismo não faz mal a ninguém. Nem mesmo quando o assunto é fazer DVDs.
Se algum dia eu quiser comprar o DVD (ou o Blu-Ray, já que foi o único que consegui tirar foto) de Sexo, Mentiras e Videotape, ficarei com o pé atrás. As fotos explicam tudo.
O mesmo acontece com Kick-Ass: Quebrando Tudo. Tentei tirar uma foto da parte de trás do DVD, mais especificamente da descrição dos extras, onde está escrito “Quandrinhos”. Infelizmente, a imagem ficou terrível.
Peço para as pessoas que fazem os DVDs para terem mais cuidado na hora de confeccionar os discos (que de vez em quando também aparecem com erros) e suas embalagens. Existem cinéfilos como eu que gostam de ver tudo perfeito. Até nos mínimos detalhes.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tropa de Elite 2 é o Brasil no Oscar 2012

Depois de filmes como Última Parada 174 e Lula: O Filho do Brasil serem escolhidos para representar o Brasil no Oscar (em 2008 e 2010, respectivamente), este ano não há do que reclamar: Tropa de Elite 2 é o nosso candidato para tentar uma vaga na categoria Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2012.
Acredito que o filme tenha boas chances perante os membros da Academia. Tropa de Elite 2 mostra o que o cinema brasileiro tem de melhor, além de ter colecionado recordes durante sua estadia nos cinemas, entre eles a de maior bilheteria de todos os tempos no Brasil. Deve haver fatores (que desconheço, infelizmente) que talvez prejudiquem o filme, mas se Wagner Moura já está filmando sua primeira produção em Hollywood (Elisyum, do diretor de Distrito 9, Neill Blomkamp) e José Padilha vai dirigir o novo RoboCop, é porque eles conseguiram chamar a atenção de várias pessoas. E não é qualquer filme que tem a honra de ser comparado a O Poderoso Chefão, como aconteceu no Festival de Sundance.
Agora, cabe a nós torcer para que o filme de José Padilha seja indicado e, quem sabe, ganhar o Oscar. Merecimento o filme tem de sobra.

domingo, 11 de setembro de 2011

As Mudanças em Star Wars

Semana que vem, dia 16, acontecerá o lançamento das edições em Blu-Ray da saga Star Wars. Mas o que deveria estar sendo muito esperado, na verdade está correndo o risco até mesmo de sofrer um boicote por parte dos fãs mais assíduos dos filmes. Tudo por que o senhor George Lucas resolveu fazer algumas modificações desnecessárias na saga, sendo que uma delas não só é desnecessária como também tira o impacto de uma cena vital em O Retorno de Jedi (algo que deixarei para discutir no final).
Enfim, vi algumas modificações (digo algumas por que não sei se foram todas) e resolvi comentar por aqui.
- Han Solo versus Greedo
O embate entre Han Solo e Greedo já deu muito o que falar. Na versão original lançada nos cinemas em 1977, Han Solo atirava em Greedo antes que este pudesse fazer qualquer movimento. Em 1997, George Lucas modificou a cena no relançamento da trilogia clássica, fazendo Greedo atirar primeiro (algo que já estragava um pouco a cena). Pois na versão do Blu-Ray, Han Solo e Greedo atiram quase que ao mesmo tempo. Daqui a pouco, não saberemos mais quem atirou em quem.
Veja o vídeo da nova versão:
- Os Ewoks agora vão piscar
Sinceramente, o que o piscar de olhos dos Ewoks vai acrescentar às cenas em que eles aparecem? Se antes eles não piscavam e isso era considerado normal (afinal, eles são alienígenas), então porque eles precisariam piscar agora?
É a típica mudança na qual George Lucas parece simplesmente ter apontado para qualquer parte do filme e disse “Vou mudar isso”.
- Grito de Obi-Wan em Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança
Apesar de desnecessária como as outras mudanças, a nova versão do grito de Obi-Wan Kenobi para tirar o Povo da Areia de perto de Luke Skywalker é mais intensa e, de certa maneira, assustadora. Veja o vídeo abaixo que compara as duas versões:
Nessa você se salvou, George Lucas!
- Sai a marionete, entra a versão em CGI
Em O Império Contra-Ataca, O Retorno de Jedi e A Ameaça Fantasma, o Mestre Yoda era uma marionete. Já em Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith, ele foi feito por computador, o que o deixou muito mais real.
Lucas substituiu a marionete em A Ameaça Fantasma, algo que torna o personagem muito mais agradável de se ver.
- Darth Vader diz “Não” quando Darth Sidious está quase matando Luke em O Retorno de Jedi
Essa é a mais inaceitável de todas as mudanças. Na versão original, o fato de Darth Vader não falar absolutamente nada enquanto vê seu filho sofrendo nas mãos de Darth Sidious nos deixava em dúvida se ele iria ou não fazer alguma coisa para salvar Luke. Veja abaixo a versão original (não consegui encontrar um vídeo mais curto da cena):
E então vemos a nova versão da cena.
No momento em que Vader diz o primeiro “Não”, a dúvida já desaparece, acabando com a tensão da cena muito cedo. Isso é muito decepcionante por se tratar de um momento crucial, não só do filme, mas da saga Star Wars. É uma mudança que realmente me faz ter dúvidas se vou comprar essas edições em Blu-Ray. Mas primeiro preciso ter o aparelho. Até isso acontecer vou poder pensar bastante.
Como eu disse, são mudanças desnecessárias feitas por um cineasta que um dia fez um discurso (linkei ele aqui no blog semana passada) no qual falou isso:
“[...] No futuro, será ainda mais fácil que negativos velhos se percam e sejam "substituídos" por novos negativos [...] Devemos prestar atenção aos interesses daqueles que ainda não nasceram, que deveriam poder ver esta geração como esta geração se viu e as gerações passadas como estas se viram [...]”.
Lucas não manteve sua palavra. É triste ver uma saga como Star Wars sofrer modificações dessa maneira. Que decepção, George Lucas!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"Traduções" de Filmes

Depois que assisti Entrando Numa Fria Maior Ainda Com a Família (odeio falar esse título inteiro), me indignei com os tradutores de títulos de filmes. O que esses caras têm na cabeça que os fazem pensar que tem o direito de estragar o título de um filme? Eu sei que várias pessoas já escreveram sobre o assunto, mas gostaria de dar a minha opinião sobre isso.
Não é a primeira vez que me irrito com essas traduções:
- Vampires Suck = Os Vampiros Que Se Mordam
- The Time Traveler’s Wife = Te Amarei Para Sempre
- The Hangover = Se Beber, Não Case
- Ocean’s Eleven = Onze Homens e Um Segredo (qual é o grande segredo de George Clooney e companhia? Que eles são ladrões todo mundo sabe)
e o soco no pâncreas:
- Elizabethtown = Tudo Acontece em Elizabethtown (qual é o tudo que acontece em Elizabethtown?)
Por que não “Vampiros Não Prestam”? Ou “A Ressaca”? Ou “A Mulher do Viajante do Tempo”? Ou “Elizabethtown”?
Títulos tão simples de traduzir viram bizarrices nas mãos dos tradutores brasileiros. E não são só as traduções dos títulos, mas os subtítulos que resolvem acrescentar:
- Moulin Rouge = Moulin Rouge: Amor em Vermelho
- Jurassic Park = Jurassic Park: Parque dos Dinossauros (porque colocar a tradução do filme logo depois do título?)
- Underworld = Anjos da Noite: Underworld (aqui resolveram inovar invertendo tudo)
Ainda bem que não resolveram colocar um subtítulo em Titanic. O que poderia vir? “Titanic: Amor aos Sete Mares”??? Pelo amor de Deus. (essa piada foi da minha irmã, então palmas para ela!)
Antes de o terceiro filme da franquia Entrando Numa Fria ganhar aquela porcaria de título/subtítulo, o nome era “Entrando Numa Fria Com as Crianças”. Por que não mantiveram esse título? Por que tiveram que colocar o título do segundo filme mais um outro subtítulo para dar a ideia de um terceiro (as pessoas já sabiam que era um terceiro filme)?
Espero que ocorra logo uma renovação entre os tradutores, ou que eles parem de pensar que nós somos burros e não sabemos distinguir o título de um filme. Se isso não acontecer, será difícil aturar as próximas bizarrices.